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segunda-feira, 26 de junho de 2017

4 coisas que se fosse agora não comprava


O título do post era para ser " 4 coisas que me arrependo de comprar", mas eu costumo dizer que não me arrependo de nada, tudo contribuiu de alguma forma para a pessoa que sou hoje e, se não tivesse cometido estes erros, não teria aprendido ( parece que vai dar tudo ao mesmo mas não, arrepender-me é querer alterar o passado, e o " se fosse agora" é não querer voltar a repetir o erro). E ter gastado demasiado dinheiro nestas coisas fez-me perceber o valor deste, e também que há coisas que não compensam comprar a um preço tão elevado

Não sou uma grande consumista. Agora, apesar de existirem muitas coisas que adoraria comprar, tenho o bom senso de saber aquilo em que vale a pena investir o meu dinheiro. Contudo, em tempos, já fui um pouco consumista, e excedi-me imenso nas coisas que vou referir a seguir.


1. Cadernos caros: Durante todo o meu Básico, eu usei cadernos exageradamente caros ( e quando digo caros é 15 euros, o que é imenso por um caderno que só dura um ano letivo). Eu sei, eu sei, shame on me, mas não conseguia resistir-lhes, eram tão bonitos. Principalmente estes da Jordi Labanda. Foi bom enquanto os tive, mas agora não dava tanto dinheiro por um caderno ( na verdade, agora nem dou mais que 3 euros por um). Só invisto mais num caderno se este tiver outros fins que não escolares, como um caderno de ideias, e que me dure mais que um ano.

2. Canetas caras: Sendo eu uma louca por material de papelaria, obviamente que também sou louca por canetas. Já fui mais, mas agora tenho bom senso para lhes resistir. No entanto, nos tempos em que o bom senso não era algo que me assistisse, eu já cheguei a dar bastante dinheiro por apenas uma caneta. Sabem qual é o máximo que eu já dei por uma mera caneta? 8 euros. Se eu fizesse algum gasto assim nos dias de hoje, matava-me a mim própria!

3. Perfumes de marca: É do conhecimento geral que tantos os perfumes de marca como os de marca branca são bons, vai dar tudo ao mesmo. Como o meu pai costuma dizer " cheira tudo à mesma merda" ahahahahahah. No entanto, o meu "eu" do Básico era estúpido e ignorante, e todos os natais e aniversários pedia perfumes. Tanto dinheiro que os meus pais gastaram em perfumes caros! Era certo que cada um durava-me, em média, um ano ( e usando todos os dias), mas ainda assim, poderia ter usado este dinheiro para ter outras coisas mais úteis, como livros.

4. Demasiados batons: Já contei aqui no blog que, quando eu tinha 13 anos, eu tinha uma coleção enorme de batons. Eu tinha literalmente uma Sephora em mim casa! Nunca gastei mais do que 5 euros em batons porém, grão a grão enche a galinha o papo, e eu acabei por gastar uma fortuna nessa coleção. Alguma variedade de batons é sempre bom, mas ninguém precisa de 129328 cores diferentes.


E vocês? Quais são as coisas que, se fosse agora, não compravam?

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domingo, 25 de junho de 2017

2º semestre do 2º ano de Enfermagem


Esta semana acabou o meu 2º ano de Enfermagem. Como os meus pais gostam de dizer nos jantares de família, já sou meia enfermeira! Estes dois anos passaram a correr, ainda me lembro do meu primeiro dia como caloira ( que saudades!).  Estou orgulhosa de tudo o que aprendi e já conquistei até agora, e estar neste curso, apesar de todo o esforço e cansaço físico e mental, está a valer a pena. Já sou uma pessoa diferente, com mais maturidade, e com uma vontade cada vez maior de ajudar sempre o próximo.

Antes de mais nada, não estranhem não ver aqui nomes de cadeiras. A partir deste ano, só terei aulas no 1º semestre, no 2º semestre terei sempre estágios. No último ano, só terei aulas até novembro, depois tenho um último estágio e, a seguir, vou para o derradeiro estágio, o de integração à vida profissional. Tal como já disse várias vezes aqui no meu blog, o meu curso é muito prático, pelo que não estranhem não ver muitas cadeiras.

Falando deste semestre que passou, foi ainda mais duro do que o anterior. Além de ter tido o meu primeiro estágio a sério ( sim, porque o do primeiro ano, comparado com este, foi brincadeira de crianças), os professores decidiram fazer greve durante todo o tempo de estágio, o que causou algum nervosismo e incerteza nas notas mas, felizmente, tudo acabou por correr bem.

Neste post irei falar um pouco sobre os dois ensinos clínicos que tive neste semestre, os seus objetivos, a duração, e aquilo que eu achei. Ao longo do ano, já fui falando um pouco sobre os meus estágios ( podem ver aqui) , como estavam a correr, mas achei interessante explicar tudo direitinho.


Ensino Clínico II- Enfermagem em Contexto de Medicina


Para quem não se recorda, o meu primeiro ensino clínico era no âmbito da cadeira Fundamentos de Enfermagem, ou seja, era uma introdução aos estágios, basicamente. Fomos para um centro de saúde que foi quase só observação, e depois fomos para o Hospital de Braga, onde só prestávamos cuidados de higiene, medíamos sinais vitais e fazíamos posicionamentos. Já perceberam porque é que eu digo que isto foi uma brincadeira de crianças, não já? Pois, é que neste estágio fizemos muito mais do que isso, o que foi um grande embate com a realidade.

Neste estágio, em que a primeira parte foi em contexto hospitalar ( eu já explico depois como foi a segunda parte), começámos por ter apenas um doente atribuído, mas éramos 100 % responsáveis por ele. Isso significa que, além de fazermos as coisas que já fazíamos no 1º ano , como prestar cuidados de higiene e medir sinais vitais, tínhamos que administrar medicação ( via oral, endovenosa, subcutânea), algaliar, fazer colheitas de sangue, otimizar cateteres e puncionar... Fazíamos mesmo de tudo. Numa fase mais avançada do estágio, começámos a ter dois doentes, e começámos também a fazer passagens de turno, em frente a toda a equipa de enfermagem ( o que, no início, foi intimidante, mas lá nos habituámos). 

Este estágio foi o mais longo, teve a duração de 8 semanas, e foi muito duro, independentemente do serviço em que estivéssemos ( claro que para os que tiveram em Oncologia, como eu, ou em Neurocirurgia, foi um pouco mais), pois foi a primeira vez que tivemos que fazer uma série de procedimentos que nunca tínhamos feito, o que causou algum nervosismo, porque desta vez já estávamos mesmo a afetar a vida das pessoas, e cometer erros, apesar de ser humano, tinha que ser evitado ao máximo. No entanto, foi extremamente enriquecedor em termos de aprendizagem, e permitiu-nos adquirir competências essenciais para os estágios seguintes.

A segunda parte deste estágio foi agora em finais de Maio e Junho, e foi em unidades de cuidados continuados e lares de idosos. Durou, no total, 4 semanas. Na minha opinião, foi um estágio um pouco estúpido, porque era de observação participada ( o que, trocando em miúdos, era não fazer quase nada) e, além disso, não estávamos a ser avaliados pela prática, só por um relatório, feito em grupos de 10. Portanto, a possibilidade de reprovarmos neste estágio era quase nula, o que fez com que muitos alunos andassem para aí a fazer faltas coletivas, a ver filmes em estágio, a passear, mas isso agora é outra história. O que me irritou particularmente foi que, nas unidades de cuidados continuados, nós já sabíamos fazer tudo, como administrar medicação, mas não nos deixavam fazer, porque estávamos em observação participada. Eu ainda tive a sorte de me terem calhado uns enfermeiros fixes, que não ligaram às tretas que a minha faculdade disse, e me deixaram fazer tudo, mas outros não tiveram a mesma sorte. 

Apesar de tudo, ainda deu para aprender algumas coisas neste estágio, nomeadamente as rotinas das unidades de cuidados e lares de idosos, bem como o seu funcionamento e objetivos. Contudo, na maior parte do tempo, foi uma seca, não fazíamos nada a maior parte do tempo. Este estágio bem que poderia ter durado 2 semanas em vez de 4, seria mais que suficiente.


Ensino Clínico III- Enfermagem em Contexto Cirúrgico


Este estágio foi aquele que antecedeu a segunda parte do Ensino Clínico II ( alguns leitores devem estar confusos, mas a minha faculdade é mesmo assim, misturam estágios), e teve a duração de 6 semanas. Também foi em contexto hospitalar mas, desta vez, em serviços de Cirurgia, como Ortopedia. 

Neste ensino clínico, além de fazermos os procedimentos que já fizemos no estágio anterior, fizemos outros novos, como ligaduras de todo o tipo, trações, treino de marcha... Foi o estágio que eu mais gostei este ano, porque aprendi imenso sobre reabilitação, uma área que acho muito interessante e extremamente compensadora ( não há sensação melhor do que ver um doente que, antes de o acompanharmos, não andava e, após algumas semanas de reabilitação, andar como se nada fosse).

Foi um estágio mais fácil do que o anterior, mas isso deve-se ao facto de já termos ganho competências e traquejo, o que nos permitiu estar muito mais à vontade.  


Por agora, estou de férias! Para o ano há mais.

Estudantes por aí? Como correu o vosso ano letivo?
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sábado, 24 de junho de 2017

5 atividades do quotidiano que contam como exercício físico


Todos nós já estamos fartos de ouvir que fazer exercício físico é essencial para um estilo de vida saudável, para além de nos permitir queimar calorias e manter o nosso peso ideal. No entanto, com a vida agitada que levamos, nem sempre é fácil arranjar tempo para ir ao ginásio ou para, simplesmente, fazermos qualquer tipo de atividade física.

Por isso, para as pessoas muito ocupadas que se sentem culpadas de não fazer exercício físico, aqui ficam 5 coisas que fazemos no nosso quotidiano que contam quase como uma ida ao ginásio.  Apesar de nada substituir uma boa sessão de exercício físico, estas 5 atividades são boas para exercitar o nosso corpo e perder algumas calorias.


1. Compras: Quer seja numa ida ao supermercado ou numa ida ao centro comercial, fazer compras pode queimar bastantes calorias ( nós, mulheres, confirmamos, até nos fica a doer os pés!). Segundo vários estudos, podemos queimar até 200 calorias por hora. Mas não uses isto como desculpa para fazer compras em excesso, não me responsabilizo!

2. Limpar a casa: Não é por acaso que a minha mãe sempre foi magrinha, ela é uma autêntica dona de casa! Tarefas como aspirar a casa, limpar o pó ou lavar janelas podem queimar até 150 calorias por hora.

3. Cozinhar: Tudo o que envolve cozinhar, desde cortar vegetais a lavar panelas, permite-nos perder cerca de 75 calorias por hora. Se quiseres fazer exercício extra, desliga a batedeira, e mexe à mão.

4. Lavar o carro: Em vez de ires a um daqueles sítios que te lavam o carro ( agora não me estou a lembrar do nome daquelas máquinas muito engraçadas), pega num balde de água e em esponjas, e lava-o tu em casa. Isto porque, desta forma, consegues queimar cerca de  120 calorias em 20 minutos.

5. Cuidar do jardim: Manter um jardim bonito é mais difícil do que parece. A minha avó que o diga, tem um jardim lindíssimo, mas que dá imenso trabalho à minha tia ( que, dado à condição de saúde da minha avó, se oferece para cuidar deste). Atividades como arrancar ervas, endireitar o terreno, plantar e regar podem queimar cerca de 100 calorias por hora.


E vocês? Já fazem algumas destas atividades no vosso dia?

Lê também: Como fazer exercício físico sem ir ao ginásio.
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sexta-feira, 23 de junho de 2017

Sabes que estás a ficar cota quando...


A velhice chega a todos. Podem andar por aí a comprar cremes anti-rugas, a esconder as brancas com idas ao cabeleireiro para pintar o cabelo, a fazer Botox, mas a idade vai-vos apanhar, ai vai vai!

Andamos todo tempo em negação, até que começamos a ver os sinais do passar dos anos, e chegamos à conclusão que estamos a ficar cotas. Ao que parece, o processo de envelhecimento não é igual para todos, o que significa que alguns de nós ficamos assim mais cedo do que outros. Sabes que estás a ficar cota quando...


1. Vestes o casaco sem as mangas: Eu não sei se é por acharem que tem estilo ou por preguiça. O que é certo é que a maior parte das pessoas mais velhas vestem sempre o casaco desta forma, penduram-no só nas costas, parecem bengaleiros ambulantes!

2. Usas um pente em vez de uma escova para pentear o cabelo: Em dois anos de estágio, quer em hospitais quer em lares de idosos, nunca vi nenhum idoso a usar uma escova para pentear o cabelo. A única coisa que eu via nas gavetas e necessaires deles eram pentes, daqueles fininhos como este.

3. Estás sempre a dizer " no meu tempo": Eu estou sempre a dizer isto, será que estou a ficar cota xD? Anyway, a geração mais velha tem muito por hábito dizer esta frase para, basicamente, transmitir que o "tempo deles" é muito melhor a todos os níveis do que o presente.

4. Contas tudo muito, mas mesmo muito detalhadamente: Perguntem " como foi o seu dia?" a uma pessoa qualquer, e esta responde-vos " Foi bom e o seu?". Perguntem o mesmo a um cota, e preparem-se para ouvir uma descrição detalhada do dia deles nas próximas duas horas. Vejamos um exemplo: " Hoje o meu dia até que não foi mau. Acordei cheia de vontade de ir à casa de banho. Calcei os meus chinelos rosa, passei no corredor, virei à esquerda e sentei-me na sanita. Passado uns minutos, reparei que não havia papel, tive que limpar ao jornal. Ao pequeno-almoço, comi umas torradas e um chá naquela caneca que a minha irmã que emigrou para França  me ofereceu há 30 anos, mas reparei que o meu chá estava muito doce, deitei-lhe muito açúcar, tenho que comprar daqueles de pacote para vir a dose certa..." Pronto, já perceberam o que quis dizer. A minha mãe é muito assim, mas ela ainda não é cota, ela é linda e jovem ok? ( just in case ela leia isto ahahahahah).

5. Respondes " vai-se andando": Quando te perguntam " está tudo bem" ( sinceramente, odeio este tipo de resposta, é uma visão muito pessimista da vida).


E vocês? Identificam-se com algum destes sinais? Estão a ficar cotas ou ainda andam aí para as curvas?


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quinta-feira, 22 de junho de 2017

Livro: #Girlboss


Há uns dias atrás, o livro " #Girlboss" , finalmente, chegou às minhas mãos ( tinha-o encomendado pela Wook, com desconto, e paguei apenas 9 euros por este). Estava mesma curiosa para o ler , uma vez que falaram tanto, mas tanto deste! 

Confesso, tinha grandes expetativas em relação a este livro e, por isso, tinha receio de sair desiludida, tinha medo que fosse mais um livro para iludir os jovens, e que afirmasse que o caminho para o sucesso era fácil, que não era preciso trabalhar muito , que também conseguiam fazer crescer uma empresa tão depressa como ela... Felizmente, nenhum destes receios se concretizou. Não só adorei este livro, como o achei uma inspiração para todas as raparigas ( e rapazes também, não se deixem enganar pelo título!) que se estejam a iniciar no mundo do trabalho, e que queiram perseguir os seus sonhos.



Sinopse


Em 10 anos, Sophia Amoruso passou de uma desistente do Secundário para a fundadora e CEO de Nasty Gal, uma das maiores empresas em todo o mundo, que cresceu imenso em apenas alguns anos.

Sophia nunca foi a típica executiva, e escreveu " #Girlboss" para outras raparigas como ela: inadaptadas ( e também para as outras) à procura do seu caminho para o sucesso.


A minha opinião


Antes de mais nada, não se deixem enganar pela capa do livro ( que, by the way, é linda e fica muito bem em cima da mesa de cabeceira do meu quarto). A capa dá a ideia que este livro é extremamente feminista, quase a roçar no " as mulheres é que são boas e os homens não prestam". No entanto, não é isso que o conteúdo transmite. Obviamente, é ligeiramente feminista, mas de uma forma muito subtil, mais como um incentivo às raparigas para começarem a afirmarem-se num mundo que, apesar de todas as mulheres maravilhosas que já marcaram a diferença, ainda é dominado pelos homens. Porém, os conselhos que dá sobre a carreira e sobre a vida são, na verdade, universais, pelo que aconselho que tanto raparigas como rapazes leiam este livro.

Antes de contar a sua história, a Sophia pede uma coisa: que não a vejamos como um modelo a seguir. E percebe-se facilmente porquê: nunca foi uma filha exemplar, foi uma rapariga mal comportada na escola, não era boa aluna, e desistiu a meio do Secundário, altura em que viveu durante uns tempos, basicamente, como uma sem-abrigo, e depois andou a saltitar de emprego em emprego. Contudo, isso não quer dizer que não nos possamos inspirar na história dela e no que ela fez para chegar onde chegou.

Sendo o meu curso maioritariamente feito em estágios, tenho bastante contacto com o mundo do trabalho, pelo que todos os conselhos que este livro me deu me serão bastante úteis para o meu futuro profissional. Desenganem-se se acham que a Sophia vos vai dar conselhos sobre como enriquecer depressa ou construir um grande império no mundo na moda. Não vai. Em vez disso, ela irá ensinar-vos a darem os vossos primeiros passos no mundo do trabalho, a trabalharem arduamente, a serem sempre curiosos, e vai-vos ajudar a ganhar competências que serão muito necessárias no ( competitivo) mercado de trabalho.

Esta é uma leitura leve e fácil. Sophia Amoruso vai contando a sua história, num tom engraçado e sarcástico, ao mesmo que tempo que vai partilhando dicas e conselhos sobre carreira, persistência, objetivos e, de uma forma geral, sobre a vida. Aquilo que eu mais gostei foi que, ao ler o livro, sentimo-nos como se fossêmos uma amiga da Sophia, e estivessemos sentadas no café a falar com ela.


No início de cada capítulo são partilhadas frases inspiradoras (relacionadas com o respetivo capítulo), que apontei num caderno, para me motivar nos dias em que me sentir mais em baixo. 


No final de cada capítulo, são partilhadas histórias sobre várias mulheres bem-sucecidas, escritas na primeira pessoa. Gostei imenso deste extra, uma vez que algumas destas mulheres eram autoras de sites e blogs que eu já seguia, portanto foi muito bom conhecer um pouco mais sobre elas.

Este livro está repleto de lições verdadeiramente inspiradoras ( tantas que farei outro post com aquilo que aprendi). Todavia, aquela que é mais importante e, segundo a Sophia, a única que precisamos de reter, é que somos nós que criamos o nosso próprio mundo. Sim, devemos agarrar todas as oportunidades que nos aparecem mas, quando estas não surgem, devemos ser nós a criá-las. Não devemos esperar que nada nos caia do céu, ou que os outros digam aquilo que conseguimos ou não fazer. Devemos trabalhar arduamente até chegar ao topo e, quando chegarmos lá, trabalharmos ainda mais. Mesmo que já tenhamos conseguido o nosso grande objetivo, o nosso grande sonho,  devemos continuar a lutar continuamente por objetivos maiores, sonhos maiores e, sobretudo, viver com curiosidade de tudo o que nos rodeia e com garra. Porque todas nós podemos ser uma #Girlboss.


E vocês? Já leram este livro? O que acharam?

(Fotos: da minha autoria)
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quarta-feira, 21 de junho de 2017

Haverá algum "factor tempo" que determine o sucesso de um blogger?


Não sei se já repararam, mas a maior parte dos bloggers bem sucedidos em Portugal criaram os seus blogs quando eram muito novos, e andavam no Secundário ou na faculdade. Há uns tempos atrás reparei nisso, quando estava a ler o blog  Moda e Beleza, um dos poucos blogs de moda que leio regularmente, e que sigo há anos. A autora criou o seu blog quando andava no Secundário, e agora está quase a terminar a licenciatura ( e só não é já licenciada porque, há uns anos, mudou de curso). O que começou por ser um blog pequeno que publicava looks inspirados na série Morangos com Açúcar, agora é um blog de sucesso, que já ganhou inúmeros prémios e foi destacado várias vezes na imprensa.

Isto não se trata de nenhuma coincidência, nem deriva do facto de entre os 15 e os 25 anos estarmos no auge da nossa beleza. A verdade é que, na nossa adolescência, por muito tempo que percamos na escola e por muito que tenhamos que estudar, temos imenso tempo livre. Sei disto, porque, embora ainda seja estudante, já tive uma amostra do que é o mundo de trabalho, como estagiária de Enfermagem, e sei que, quando temos um emprego, o tempo é muito mais escasso. Por muito que os nossos horários sejam muito rígidos na escola/faculdade, acreditem que num emprego é muito pior.

Daí muitos bloggers agora bem sucedidos serem-no porque começaram os seus blogs quando ainda eram estudantes. Nessa altura, ainda tinham imenso tempo livre, para escrever posts, planificar, idealizar, bem como para se relacionarem com outros bloggers e publicitarem o seu blog. Além disso, certamente que tinham mais disponibilidade para ir a encontros de bloggers, para irem a eventos organizados por marcas e para estabelecer parcerias.

Quem começa o seu blog já nos seus 30 anos, quando já tem um emprego, família e muitas mais responsabilidades, certamente que já sente dificuldades em mantê-lo e fazer com que este tenha sucesso. As horas no trabalho, por vezes, são muitas ( muitas pessoas trabalham 12 horas) e, quando finalmente chegam a casa, ao anoitecer, já não há paciência para escrever ou publicar algo, já só fazem o jantar, vêem televisão e vão dormir. Ir a encontros de bloggers, workshops ou eventos também é bastante difícil, uma vez que trabalha-se de segunda a sábado, com um horário fixo, que não permite faltar com a mesma leveza a que se faltaria a uma tarde de aulas na faculdade. Quem trabalha por turnos, como os enfermeiros, ainda tem margem de manobra para trocar turnos e ir aos eventos mas, ainda assim, é complicado.

Pensar em tudo isto fez-me questionar se haverá mesmo algum "fator tempo" que determine o sucesso de um blogger. Mas depois cheguei a esta conclusão: não existe nenhum "fator tempo" que determine o sucesso de um blogger, da mesma forma que não há nenhuma fórmula mágica para o sucesso de um blog. Este "fator tempo" trata-se apenas de uma mera vantagem, tal como ter uma câmara fotográfica toda XPTO. Muitos bloggers não têm uma câmara toda XPTO, e tiram na mesma fotos lindíssimas. Por isso, também é verdadeiro existirem bloggers que se estrearam já nos seus 30 anos e que, em poucos anos, conseguiram tanto sucesso como a geração mais nova ( é o caso de muitos blogs familiares).

A verdade é que o sucesso de um blog ( se é que se pode generalizar a definição de "sucesso" que, na realidade, é bastante abstrata e varia de pessoa para pessoa) depende de vários factores, e não apenas da idade em que se cria um blog. Depende da nossa dedicação, talento, criatividade, paixão, persistência, força de vontade e, também, muita, mas muita sorte. Podemos ter o blog mais criativo e com conteúdo mais interessante que os outros, mas ainda assim não termos visibilidade, porque a Internet é enorme e é difícil ver tudo. Podemos reunir todos os fatores necessários e, ainda assim, falharmos em ser conhecidos.


E vocês? Qual a vossa opinião sobre o assunto? Acham que este "fator tempo" existe?
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terça-feira, 20 de junho de 2017

Porque é que " Thirteen Reasons Why" não precisa de uma 2º temporada


Ok, antes que me matem ou eu perca seguidores, eu prometo que este é o último post que faço sobre esta série que deu muita polémica este ano. Achei só importante eu falar do motivo pelo qual não concordo que haja uma 2º temporada desta série ( aviso já que poderão haver uns ligeiros spoilers, por isso, quem não viu a série, pelo sim pelo não, é melhor não lerem).

Apesar de eu ser da opinião que " Thirteen Reasons Why" promove o suicídio em vez de o combater, eu gostei de ver a série. Até gostei da história ( apesar dos defeitos que enumerei aqui e aqui). A certa altura, tive é que me abstrair e concentrar-me no facto de ser ficção. Gostei também da prestação dos atores, e da banda sonora maravilhosa. Contudo, não acho que esta série precise de uma 2º temporada. Aliás, eu acho que muitas séries ficariam melhor se tivessem apenas uma temporada. Muitas vezes, acrescentar uma segunda temporada parece mais uma tentativa de ganhar mais dinheiro e fama do que propriamente de dar continuidade a uma história. Mas isso já dava assunto para outro post, por isso vou explicar porque é que eu acho que esta série só precisa de uma temporada.


1. A história da Hannah acabou: Já ouvimos todas as cassetes, e estas foram sempre o centro da história. Além disso, a Hannah foi sempre a personagem principal durante toda a série, pelo que não faria sentido uma segunda temporada sem ela. É certo que a poderão incluir na 2º temporada, mas deduzo eu que seja na memória das outras personagens, mais em segundo plano, pelo que não faria sentido. Portanto, a não ser que, de alguma forma, a Hannah afinal esteja viva ( o que também não faria sentido, porque esta série passaria do tema suicídio a ser uma série sobre psicopatas), mais vale deixar tudo como está.

2. O desfecho da história está muito bem como está: Ok, é óbvio que a série terminou com muitas questões por responder, nomeadamente o que é que os pais de Hannah decidem fazer com as cassetes, se o Alex cometeu suicídio ou não,... No entanto, no final do dia, nós não precisamos mesmo destas respostas. Sabemos que, eventualmente, o Clay irá ficar bem, que os pais irão aprender a sobreviver com a dor da perda da filha, muito provavelmente as cassetes vão ser divulgadas e vai ser feita justiça... Podemos deixar o final assim, um pouco em aberto, para estimular a imaginação? Parece que, hoje em dia, os produtores/realizadores têm medo de deixar finais em aberto.

3. Mais problemas irão começar a parecer irrealistas: Para haver uma 2º temporada, suponho que queiram explorar outros problemas das personagens que não ficaram bem desenvolvidos na 1º temporada. No entanto, aquilo que eu me pergunto é quantos problemas e conflitos pode ter uma simples escola secundária? É que, a certa altura, começa a ser um pouco irrealista e difícil de acreditar que tanta coisa aconteça numa mesma escola.

4. O livro nunca teve sequelas: Sendo esta uma série baseada num livro, e sendo que este nunca teve sequelas, porque motivo então vão fazer outra temporada? Vão se basear em quê? Não sei até que ponto o autor do livro vai achar muita piada à situação. É que poderão estar a estragar uma história que estava bem como estava.

5. Há histórias que só precisam de uma temporada: Eu gosto muito de ver séries, mas se há coisa que me irrita é ver certas séries terem 10, 11, 12 temporadas quando, na verdade, só precisavam de ter uma. Este é um drama sobre suicídio. Se continuarem a fazer mais temporadas, passará a ser um drama sobre crimes, roubos ou sabe-se lá mais o quê. Se querem explorar outras personagens, peguem nelas e façam uma série diferente, complementar a esta.


E vocês? Gostariam de ver uma 2º temporada desta série, ou não acham necessário?
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